Publicado por: Foto: Prefeitura de Araraquara
1154
A suspensão do pagamento do abono pecuniários aos servidores da Fundação Municipal “Irene Siqueira Alves” – Maternidade Gota de Leite Araraquara (Fungota) será mantida. Em resposta ao Requerimento protocolado pela vereadora Filipa Brunelli (PT) no início de julho, o Executivo informou que a Fungota respeitará o compromisso firmado com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).
Considerado inconstitucional pelo MPSP, os valores deixaram de ser repassados aos funcionários em maio, conforme decisões judiciais anteriores. No entendimento dos promotores, o abono pecuniário, criado pela Resolução nº 3/2024, substituiu o “prêmio assiduidade”, que já havia sido considerado irregular pelo órgão, por “se tratar de um aumento salarial indireto, concedido por mero cumprimento de dever funcional, o que afronta os princípios constitucionais da Administração Pública”.
Em julho, a Prefeitura teve um pedido de extensão da liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) indeferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). O processo foi iniciado em maio e solicitou a retirada do abono pecuniário aos servidores do Município, extensivo também aos trabalhadores da Fungota.
Com essa decisão judicial, a liminar que suspendia o pagamento aos servidores perdeu seu efeito até que aconteça o julgamento definitivo da ADI, porém, o restabelecimento do benefício não aconteceu. O Executivo compreende que, por se tratar de decisão processual de caráter provisório, não autorizaria e nem obrigaria a retomada dos pagamentos.
Para Filipa, no entanto, não existe respaldo judicial para a fundação permanecer sem pagar os valores. “É necessário restabelecer de imediato os pagamentos, bem como ressarcir os valores suspensos ilegalmente durante o período anterior à decisão. Trata-se de uma questão de legalidade, respeito aos direitos dos servidores e cumprimento de ordem judicial”, declara a vereadora.
Segundo o documento, a manutenção do abono pecuniário estaria em desacordo com o recomendado pelo MPSP e deixaria a instituição exposta a riscos legais e de responsabilização. “A Fundação reitera a impossibilidade de efetuar o pagamento do abono pecuniário, seja de forma pretérita, seja para a sua implementação futura. A manutenção dessa postura visa garantir a segurança jurídica, a conformidade com as normas que regem a Administração Pública e a proteção do erário, em benefício de toda a comunidade.”
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
A busca por mais segurança no atendimento ao público motivou o vereador Coronel Prado (Novo), por meio da Indicação nº 1457/2026, a propor à Prefeitura a transferência do Juizado de Menores para ou...
Uma iniciativa para ampliar a inclusão e o cuidado com a saúde nas escolas de Araraquara é tema da Indicação nº 1427/2026, que propõe o acompanhamento de profissionais de apoio a crianças com diabe...
Os direitos das pessoas com doenças raras foram tema do minicurso “A Defesa dos Raros no Judiciário: Direitos Fundamentais e Proteção Laboral”, realizado na tarde desta quarta-feira (25) no P...
A relação das pessoas que compõem a Câmara Técnica que discutirá a implementação do piso salarial dos agentes educacionais foi publicada nesta quarta-feira (25). O Ato da Presidência nº 6/202...
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Assédio no Serviço Público receberá novas denúncias até este sábado (28). Foi necessário estabelecer esse limite em função do volume de manifestações já p...
Neste dia 25/02/2026, a Câmara Municipal de Araraquara se despede de Francisco Luiz Salvador, mais conhecido como Kiko Luiz. Jornalista e mestre de cerimônias, Kikão, como era carinhosamente ch...

O conteúdo do Portal da Câmara Municipal de Araraquara pode ser traduzido para a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) através da plataforma VLibras.
Clique aqui (ou acesse diretamente no endereço - https://www.vlibras.gov.br/) e utilize a plataforma.