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No Monumento do Soldado Constitucionalista, localizado na Avenida Bento de Abreu, na Fonte Luminosa, ocorreu a celebração dos 85 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, na manhã do domingo (9).
Durante a solenidade, o presidente da Câmara Municipal, Jéferson Yashuda Farmacêutico (PSDB), o vice-presidente Tenente Santana (PMDB) e o vereador Cabo Magal Verri (PMDB) foram homenageados com a Medalha Constitucionalista, oficializada pelo Decreto nº 29.896, de 10 de maio de 1989, concedida a autoridades, militares e cidadãos do município, através do Núcleo MMDC “Heróis de Araraquara” da Sociedade de Veteranos de 32. O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE/SP), Dimas Eduardo Ramalho, lembrou os jovens que “foram combater em defesa de uma pátria livre. Os dias atuais nos mostram a importância de termos uma Constituição que nos une e dá caminhos em um país democrático”. Já o prefeito Edinho Silva (PT) destacou que “um povo só sabe para onde vai quando valoriza sua origem. Esse mausoléu homenageia oito araraquarenses que morreram em nome de um ideal. Civis idealistas se alistaram espontaneamente pela democracia”.
Yashuda agradeceu a honraria recebida ao lado dos colegas Tenente Santana e Cabo Magal Verri. “É uma medalha que simboliza o início da Revolução de 32, um movimento muito importante, e Araraquara contribuiu com 541 pessoas, entre elas, uma mulher. É de grande importância termos a honra de participar desse evento”, enfatizou. “O conselheiro Dimas Ramalho falou que o pai dele foi combatente, e eu tenho o privilégio de ter um filho que integra os escoteiros, que também tiveram uma participação muito importante na época”, completou o presidente da Câmara, lembrando a homenagem feita também ao Grupo de Escoteiros da cidade. O vereador Edson Hel (PPS) também compareceu ao evento.
A Revolução Constitucionalista de 32
A data de 9 de julho marca o início da Revolução de 1932, movimento que cresceu após as mortes de Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade por tropas getulistas, em 23 de maio de 1932, durante protesto na cidade de São Paulo.
Em Araraquara, 541 voluntários se alistaram para a frente de batalha. Oito araraquarenses perderam suas vidas durante a Revolução: Augusto Moraes, Bento de Barros, Diógenes Muniz Barreto, Joaquim Alves, Joaquim Alves, Joaquim Nunes Cabral, José Cesarini, Otávio Oliveira Ameduro e Waldomiro Machado. Hoje eles são reconhecidos como “Heróis de Araraquara”, título que também denomina o Núcleo “MMDC” da cidade, que preserva o legado dos Soldados Constitucionalistas.
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