Publicado por: CÂMARA MUNICIPAL DE ARARAQUARA
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A segunda câmara do reservatório da Vila Xavier, em frente ao Sesi, que se rompeu em novembro do ano passado terminando com a morte de mãe e filha, poderia ter sido desligada no intervalo entre o acidente de 2014 e o rompimento total de 2015. A medida não foi adotada porque é considerada precária, e lançar diretamente na rede toda a água, aumentando o risco da pressão e da queda da tubulação. Além, é claro, da possibilidade real da falta de abastecimento na região caso haja alguma queda de energia.
A informação foi dada pelo gerente de manutenção elétrica e mecânica, o engenheiro civil Fernando Lourencetti, do Centro de Operações do Daae. Ele prestou depoimento aos vereadores da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Daae, criada pela Câmara Municipal de Araraquara. Ele disse que, nos últimos três meses, após perderem as duas caixas d’água, sem a opção ideal até que se construa novo reservatório, o Daae fez obras emergenciais e decidiu bombear a água sem reservá-la assumindo o risco real de desabastecimento.
Para Lourencetti, no dia do rompimento da caixa d’água da Vila Xavier, a queda de um raio na sede do Daae interrompeu o contato externo. Os operadores, então, seguiram o protocolo de avaliar se existe leitura das informações em tempo real e, em seguida, acionar as equipes para restabelecer o sinal. Sem esse contato externo de comunicação, entre operadores e reservatórios, a trava criada para evitar que o nível de água ultrapassasse o recomendado, não funcionou. A caixa d’água encheu sem parar, ultrapassou o limite de segurança determinado pela autarquia e por dois laudos técnicos e se rompeu.
No ‘escuro’ e sem o controle da telemetria, os operadores só podiam aguardar. Nesse intervalo, o Centro de Operações, inclusive, acreditava que o bombeamento da água estava interrompido – o que não causaria riscos - porque havia notícias de desabastecimento em alguns bairros. Essa suspeita não se confirmou: a água foi enviada das outras bombas para a Vila Xavier e estourou.
O gerente disse, ainda, que todos os reservatórios tem o sistema popularmente chamado de ‘ladrão’, voltado ao escoamento da água, mas na caixa da Vila Xavier ela não programado no limite estimado de segurança. Instaurada em 17 de novembro, a CEI da Câmara tem como presidente o vereador Édio Lopes (PT), o relator William Affonso (PDT) e os demais membros Jair Martineli (PMDB), Farmacêutico Jéferson Yashuda (PSDB) e Juliana Damus (PP). A CEI deve ser concluída até o fim de março.
Câmara Municipal de Araraquara
Setor Comunicação
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