Publicado por: Foto: Myke Sena/MS
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Os dados de vacinação contra a poliomielite em Araraquara, relativos às doses aplicadas nos últimos cinco anos, são o assunto do Requerimento enviado ao Executivo pelo vereador João Clemente (Progressistas).
Por provocar perda dos movimentos e atrofias nos membros inferiores e ser mais frequente em crianças, a doença ficou mais conhecida como paralisia infantil, mas também pode atingir adultos que não tenham recebido a imunização. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil não há circulação do vírus que causa a poliomielite desde 1990, devido à intensificação das campanhas de vacinação em todo o território nacional nas décadas anteriores.
Porém, a enfermidade continua presente em outros países, e a queda na cobertura vacinal, que vem apresentando resultados abaixo da meta de 95% desde 2016, é um fator de risco para novas infecções.
Entendendo a gravidade da situação, o parlamentar pediu ao Município informações sobre a quantidade de pessoas que efetivamente receberam o imunizante, ano a ano, assim como a meta estipulada e o percentual do público vacinado em cada período. “A vacina contra a poliomielite é uma das principais ferramentas para garantir a saúde e o futuro das nossas crianças. A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença grave, altamente contagiosa, que pode causar paralisias permanentes e até a morte.”
No documento, ainda foram questionadas as medidas usadas pela Secretaria Municipal da Saúde para melhoria desses números, caso estejam abaixo do esperado, assim como a existência de casos de recusa vacinal ou dificuldades enfrentadas pela população nos Postos de Saúde no momento da aplicação do imunizante.
“É fundamental que esta Casa tenha acesso aos números absolutos: quantas pessoas foram efetivamente vacinadas e quantas deveriam ter sido, conforme a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Essa comparação permite avaliar com maior precisão a efetividade das campanhas e identificar os desafios enfrentados pelo Município”, justifica Clemente.
Prevenção
A vacinação é a única forma de prevenir a poliomielite, e todas as crianças menores de cinco anos devem ser vacinadas, obedecendo ao esquema de vacinação do Ministério da Saúde.
A falta de saneamento básico, condições precárias de moradia e de higiene pessoal são alguns dos principais fatores para a transmissão do vírus causador dessa doença, que costuma deixar sequelas motoras e não tem cura.
Desde novembro de 2024, o esquema vacinal contra a doença passou a ser feito, exclusivamente, com vacina inativada poliomielite, em três doses, que devem ser aplicadas aos dois, quatro e seis meses, e com mais um reforço aos 15 meses.
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