Publicado por: Foto: Prefeitura de Belo Horizonte/Flickr-CC
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O câncer de pele é o tipo de câncer mais incidente no Brasil, representando aproximadamente 30% de todos os tumores malignos diagnosticados no país, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Estimativas nacionais indicam mais de 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano no Brasil, além de milhares de casos de melanoma cutâneo, forma mais agressiva da doença, configurando a neoplasia de maior incidência no território nacional.
Levando esses dados em consideração, o vereador Aluisio Boi (MDB) apresentou um documento à Prefeitura, sugerindo a adoção de providências para a implantação de um programa de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pele no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) do município.
“Estudos epidemiológicos apontam que o câncer de pele apresenta significativa subnotificação, tendo em vista que muitos casos são tratados em regime ambulatorial e não são registrados de forma sistemática nos bancos de dados epidemiológicos”, pontua o parlamentar.
Boi destaca que Araraquara possui população estimada em aproximadamente 240 mil habitantes, o que pode representar centenas de novos casos de câncer de pele por ano.
O vereador lembra ainda que o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele é a exposição excessiva e prolongada à radiação ultravioleta. “O diagnóstico precoce do câncer de pele pode proporcionar taxas de cura superiores a 90%, quando a lesão é identificada em estágio inicial. Muitos casos acabam sendo diagnosticados apenas na atenção secundária ou terciária, quando a doença já se encontra em estágio mais avançado”, acrescenta.
No entendimento do parlamentar, a atenção básica ainda apresenta limitações estruturais para a realização de triagem dermatológica sistemática da população. Além disso, terapias modernas utilizadas no tratamento de melanoma avançado podem ultrapassar R$ 300 mil por paciente, dependendo da duração do tratamento e dos medicamentos utilizados.
Para ele, programas estruturados de prevenção e diagnóstico precoce podem gerar economia significativa ao SUS, evitando tratamentos tardios de alto custo. “A dúvida sobre a natureza de uma lesão cutânea é uma preocupação frequente entre a população, sendo comum a insegurança quanto à possibilidade de uma mancha ou pinta representar câncer de pele. Essa insegurança muitas vezes gera procura desordenada por atendimento especializado ou, em outros casos, a ausência de procura por atendimento médico por falta de informação adequada. Essas situações acabam contribuindo para a sobrecarga da rede pública de saúde, dificultando o acesso oportuno daqueles pacientes que realmente necessitam de avaliação especializada”, explica.
Boi avalia que campanhas estruturadas de prevenção e triagem dermatológica amplamente divulgadas à população tendem a gerar grande procura e podem contribuir para organizar a demanda assistencial, encaminhando para avaliação especializada apenas os casos que realmente necessitam de maior atenção. “Tecnologias digitais de saúde, como teledermatologia, têm demonstrado elevada eficácia no apoio ao diagnóstico e na organização do fluxo assistencial em diversos sistemas públicos de saúde.”
Teledermatologia no sistema público de saúde
A teledermatologia consiste na utilização de tecnologias digitais para captura e análise de imagens dermatológicas, permitindo que especialistas realizem avaliação clínica à distância.
Experiências realizadas em diversos municípios brasileiros demonstram que a teledermatologia pode ampliar o acesso ao diagnóstico especializado, reduzir filas de espera para consultas dermatológicas, melhorar a organização da rede assistencial e priorizar casos com maior suspeita de malignidade.
“Estudos conduzidos em serviços públicos de saúde indicam que a teledermatologia pode resolver entre 60% e 80% das demandas dermatológicas, evitando encaminhamentos desnecessários para especialistas”, afirma o vereador.
Análise de impacto econômico
Estudos técnicos demonstram que o tratamento de câncer de pele em estágio avançado pode gerar custos significativamente superiores aos de tratamentos realizados em fases iniciais da doença.
Conforme demonstra o parlamentar no documento, no diagnóstico precoce, quando se realiza uma excisão cirúrgica simples, o custo estimado fica entre R$ 300 e R$ 1.500. No estágio intermediário, quando é necessária uma cirurgia oncológica, o custo varia entre R$ 10 mil e R$ 40 mil. Já no caso do melanoma avançado, a imunoterapia e o tratamento especializado ficam na faixa de R$ 300 mil a R$ 600 mil.
“Apesar de apresentar elevadas taxas de cura quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele ainda é frequentemente identificado em estágios mais avançados, quando o tratamento se torna mais complexo, invasivo e oneroso para o sistema público de saúde. Por isso, é fundamental a adoção de providências para a implantação de um programa de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pele no âmbito do SUS no município”, enfatiza Boi.
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