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De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, é obrigatória a presença de um tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas salas de aula dos ensinos básico e superior para viabilizar o acesso à comunicação, à informação e à educação de alunos surdos. Porém, mesmo que exista a obrigatoriedade do intérprete, os desafios desses estudantes ainda são muitos. Isso porque muitos pais não conhecem Libras e não exercitam o diálogo e a comunicação com os filhos surdos em casa, uma vez que a maioria deles é ouvinte. “Muitas vezes, o contato com o intérprete na escola é a primeira oportunidade para que o surdo aprenda Libras. Por isso, eles têm muitas dificuldades para conciliar o aprendizado da língua com aquele ministrado durante as aulas do ensino regular”, explica a intérprete Gabriela Cavicchioni.
Foi com o objetivo de possibilitar o aprendizado efetivo para esses alunos que foi criado, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) “Professora Olga Ferreira Campos”, o projeto “Escola Bilíngue”. Além de uma classe única para alunos surdos, que podem aprender Matemática, Geografia, Ciências e outras matérias com uma abordagem diferenciada, nas demais salas da instituição, há também o ensino de Libras para estudantes ouvintes. A professora Raquel Nogueira, responsável pela turma especializada, conta como é a didática. “Nós trabalhamos com a parte visual em conjunto com a Libras. Por meio de desenhos, os alunos vão tomando conhecimento de um universo de possibilidades e iniciando a comunicação. Além disso, como Libras é uma língua comum aos demais estudantes da escola, acontece de fato a inclusão, pois nos intervalos os surdos interagem com os ouvintes”.
Atualmente, apenas dois surdos estão matriculados na turma, que tem capacidade para muito mais. Por isso, na tarde da sexta-feira (11), o vereador Rafael de Angeli (PSDB) esteve no local para poder ajudar na divulgação do projeto. “Esse é um projeto diferenciado e precisamos incentivar que alunos surdos que estão em outras escolas conheçam o ‘Escola Bilíngue’. Para auxiliar em melhorias, vamos indicar também à Secretaria de Educação algumas demandas, como uma melhor ventilação nas salas de aula e a colocação de lousas digitais”, reitera.
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