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O Brasil que queremos



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Donizete Simioni*

 

Quero dizer da minha satisfação e sensação de dever cumprido após ter participado intensamente da campanha eleitoral para a presidência da república, onde conseguimos reeleger a nossa companheira Dilma Rousseff. Foi uma vitória eleitoral, mas, acima de tudo, foi a vitória de um projeto político iniciado em 2003 com Lula e continuado ao longo desses anos com a presidenta Dilma. O projeto político que valorizou e investiu em programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida, que construiu e entregou 3,7 milhões de casas pelo Brasil afora, projetos como o Prouni que distribuiu mais de 1,2 milhões de bolsas a jovens cuja família não podem custear seus estudos, o Pronatec que beneficiou mais de 6 milhões de pessoas na qualificação profissional para o acesso ao emprego, além do Brasil Alfabetizado. O Bolsa Família, maior programa de distribuição de renda do mundo e que hoje beneficia mais de 55 milhões de pessoas. O Luz Para Todos, que levou energia elétrica a mais de 9,5 milhões de pessoas, em sua maioria, sertanejos que passaram a ter sua TV, sua geladeira. O Água Para Todos, que neste ano completará a construção de 750 mil cisternas para a população rural, além dos projetos de irrigação e barragens de águas pluviais, quantas famílias deixando a fome no passado com as várias ações do Plano Brasil Sem Miséria. O Mais Médicos que ultrapassou a meta inicial prevista e já está na marca de mais de 50 milhões de brasileiros atendidos em todo o País! Além disso, foram investidos 22 bilhões em mobilidade urbana, em projetos vinculados ao PAC 2. Ao todo são 352 obras em todo o Brasil que fomentam o acesso aos serviços de transporte coletivo urbano e de ampliação de infraestrutura como: metrôs, corredores de ônibus, VLTs, dentre outros. Araraquara ganhou muito nos governos de Lula e Dilma. O apoio do Governo Federal aqui em nossa cidade garantiu mais de 300 milhões em repasses, investidos em obras de saneamento, de retirada dos trilhos, de melhorias nos bairros como asfalto, dentre muitos outros. Hoje a taxa de desemprego no Brasil é uma das menores do mundo, e a menor já existente no País, de apenas 4,9%, atingindo quase o pleno emprego, conforme dados recentes do IBGE. O Salário mínimo que era de R$ 200 em 2002, equivalia a $ 86 dólares. Hoje é de R$ 724 e equivale a $ 305 dólares, dobrando o poder de compra dos brasileiros. Em que pese toda a polêmica em torna da taxa de inflação, ela sempre esteve sob controle nos governos Lula e Dilma, com uma média anual de 5,8%, portanto, dentro das metas estabelecidas. Ao longo desses 12 anos a pobreza extrema no Brasil diminuiu em 75% - mais de 20 milhões de brasileiros ascenderam de classe social, segundo relatório da ONU. O projeto que livrou a economia do país do controle rigoroso e perverso das grandes potências mundiais, que ditavam as regras através do FMI, e finalmente pagamos a dívida externa. Passamos da 13ª economia mundial, em 2002 para a 7ª maior economia hoje. Os dados apresentados são oficiais, com fontes públicas para consulta. Não são dados inventados ou para fazer disputa política. Mas os desafios continuam enormes e não são poucos, a presidenta eleita juntamente com o partido dos trabalhadores e demais partidos coligados (PMDB, PR, PRB, PROS, PDT, PCdoB, PP e PSD) tem que definir uma agenda para os próximos 4 anos. Não podemos mais adiar as reformas que já viraram bordões nacionais, mas que ainda não se efetivaram: a Reforma Política, com o fim do financiamento empresarial para as campanhas políticas. A Reforma Tributária, por um novo pacto federativo – onde a distribuição dos recursos dos estados e da união sejam mais justos para os municípios. Temos que regulamentar o Imposto Sobre as Grandes Fortunas, previsto em nossa Constituição Federal. Temos que discutir e implementar o novo Marco Regulatório das Comunicações. Essas reformas tem que virar pautas nacionais e sair do papel, com o apoio do congresso nacional e da população brasileira. É hora de mudar e as grandes mudanças no Brasil ocorreram após grandes manifestações populares. O Brasil e suas instituições não suportam mais conviver com a corrupção, mal que assola o país e que não é como muitos querem fazer crer, exclusividade de um único partido, ou de uma única instituição. Se olharmos para a nossa história recente, veremos que esse mal não é patenteado e que infelizmente tem colocado as instituições públicas e a classe política na lama. Para o povo brasileiro, o político, as instituições publicas, viraram sinônimo de corrupção. O homem público não pode enriquecer as custas do erário, isso é crime, e por isso deve ser condenado e punido. Nossos mecanismos de controle são frágeis, e a corrupção só prospera onde há impunidade. Essa cultura precisa ser mudada urgentemente.  A Presidente Dilma, afirmou que vai combater a corrupção, custe o que custar, doa a quem doer. Para isso também precisa do apoio do Congresso. O combate à corrupção não pode ser partidarizado. Parabenizo o companheiro Edinho Silva, que esteve à frente desta campanha, como um dos seus coordenadores e poderá chegar a ser o primeiro Ministro de Estado da história política de Araraquara, mérito de sua dedicação e do seu trabalho, ao longo dos anos, ao lado de Lula e Dilma. Parabenizo a nossa presidenta Dilma Rousseff pela vitória, ao PT e demais partidos coligados. Agradeço e parabenizo toda a nossa militância, que mais uma vez, foi para a rua, e fez a diferença nesse segundo turno, numa disputa acirrada, difícil, mas dentro dos princípios da democracia. Queremos um Brasil mais justo, mais igual, onde as pessoas possam caminhar com dignidade, independente de sua classe social. Queremos um Brasil mais moderno, progressista e com oportunidades para todos.

 

* Vereador do PT


Publicado em: 29 de outubro de 2014

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Categoria: Câmara

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