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Edna Martins*
Essa é a pergunta mais comum de se ouvir da boca dos brasileiros. É preciso refletir sobre o que está acontecendo no país. Desde 2013 estamos vendo as mobilizações se multiplicarem. As pessoas estão indignadas com a forma de fazer política de nossas velhas lideranças. Problemas administrativos, políticos e o pior deles, a corrupção, vêm deixando nossa gente sem esperança. Depois das manifestações de 2013 foi prometida uma reforma política e nada aconteceu. Vieram as eleições e, infelizmente, vimos um espetáculo de ataques entre os grandes partidos que fez desta, uma das eleições presidenciais mais polarizadas da história. Muito foi prometido nessas eleições. Mas, elas mal acabaram e nossa nação mergulhou num mar de insegurança. A política econômica e seus ajustes jogaram por terra o discurso eleitoral. As garantias de direitos, estabilidade, FIES, políticas trabalhistas estão em risco e a mesa do trabalhador, mais cara. Foi eleito um Congresso mais conservador do que o anterior. Mesmo o país indo às ruas vimos deputados e senadores apresentando projetos comprometedores, como foi a tentativa de garantir que o Estado pagasse a viagem das esposas dos parlamentares para Brasília. Felizmente esse projeto não foi adiante. Como se não bastasse declararam uma verdadeira guerra ao governo federal e aprovaram a obrigatoriedade das emendas parlamentares. No dia 15 a população foi de novo para as ruas, vestidos de verde e amarelo, para dizer aos corruptos e para todos, que estão fartos de tanta corrupção. Na mesma linha das manifestações de 2013, esse movimento também escancarou sua insatisfação com a condução política do país e se posicionou criticamente à política econômica que está sendo implementada e que vai na contramão das promessas veiculadas em campanha. Em vários momentos críticos de nossa história fomos às ruas. A manifestação popular expressa indignação. Ela é a alma da democracia e não golpe, como querem dizer. Esperamos que as manifestações cheguem como um grito de socorro aos ouvidos daqueles que podem mudar o rumo dessa crise. Esperamos também seriedade e compromisso de nossos representantes do governo federal e do Congresso Nacional. Que parem a briga insana entre oposição e situação e façam um pacto pelo bem do país. Nossa situação política é dramática e continuar esse estica e puxa dos grandes partidos só leva à paralisia. É preciso colocar no centro do debate a vida das pessoas. E a discussão deve ser sobre soluções urgentes para os problemas que aí estão. Devemos trabalhar em projetos efetivos para construir o país, o estado e a cidade que queremos. Em Araraquara, por meio de uma Comissão de Estudos, estamos juntando muitas pessoas para diagnosticar os problemas da cidade e apontarmos saídas para nosso presente e nosso futuro. Juntos somos mais fortes, sempre!
* vereadora pelo Partido Verde e vice-presidente da Câmara Municipal de Araraquara
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