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Setenta e sete dependentes químicos de Araraquara estão internados em clínicas na cidade e em Descalvado, conforme relatório da Gerencia de Saúde Mental. São pessoas que buscam uma reinserção por meio de um tratamento que leva em média seis meses. Esse número poderia ser até maior caso o tempo de espera para se conseguir um laudo médico no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD) não chegasse a quase 120 dias. As informações foram colhidas pelo vereador Edio Lopes (PT). Após reclamações frequentes de mães de dependentes químicos questionando a dificuldade em agendar um médico psiquiatra no Caps-AD, o parlamentar fez uma visita no espaço e não encontrou nenhum médico. Demais profissionais como psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais trabalham normalmente. Atualmente, há um médico no quadro responsável pelo atendimento somente às sextas-feiras. Esta é a situação desde o começo do ano De acordo com a gerente de saúde mental de Araraquara, Gislaine de Cássia Oliveira Martins, o Executivo estaria encontrando dificuldades em contratar o profissional para trabalhar nesse tipo de serviço. Já foi pedida também a reposição para o médico aposentado no ano passado, mas, por enquanto, sem sucesso. Os concursos abertos não apresentaram candidatos interessados em cumprir a jornada semanal. Apesar da tentativa em fazer essa contratação, o vereador petista acredita que o Poder Público pode buscar um algo a mais para atender a demanda no Caps-AD. A gestora admite a necessidade de trabalhar de forma articulada e em rede. Por isso, existe a possibilidade de um médico da unidade de saúde do bairro emitir uma carta de internação e ser aceita pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, mas isso ainda é pouco difundido. Entre os fatores que resultariam nesse hiato estão o próprio desconforto e o desconhecimento das partes. O Caps-AD trabalha com atendimento espontâneo de usuários ou de seus familiares. Mesmo assim, a demanda por determinações judiciais também é grande. Noventa e cinco famílias de Araraquara entraram com pedido junto a Defensoria Pública pedindo internação compulsória gratuita cuja espera pode durar meses. Para Edio Lopes, é importante estar sempre acompanhando esse trabalho para tentar minimizar o sofrimento de quem espera por internação. Na opinião da gestora de saúde mental devem também ser desenvolvidos trabalhos por outras vias. “Precisamos pensar em políticas públicas voltadas para a prevenção ou a um primeiro atendimento.” O vereador que já visitou clínicas e comunidades terapêuticas deve cobrar a Prefeitura para contratar um médico para o Caps-AD.
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