445
Gabriela Palombo*
A legitimidade das eleições não é capaz por si só de dar legitimidade contínua aos governos. Duas instituições estão fortemente em crise, os partidos e a ideia de governo de maioria. A sociedade civil traz para a política um sistema de representação de interesses que os partidos não são mais capazes de exercer devido a sua adaptação a um sistema privado de representação de interesses e financiamento com o qual a sociedade não se identifica. Exemplos sobre a incapacidade do Congresso Nacional de agir em defesa dos interesses do povo abundam no Brasil. Lembremos a incapacidade de votar a união homoafetiva, a ação afirmativa, de aprovar o Código Florestal, todas legislações com fortíssimo apoio na sociedade, mas que não conseguiram tramitar no Congresso devido a lobbies muito fortes. Em geral tem cabido ao Supremo preencher esta lacuna, mas o mais democrático e o mais adequado é um envolvimento maior da sociedade civil nestes temas por via de instituições híbridas que conectem o executivo e a sociedade civil ou a representação e a participação. Este modelo, que está longe de ser fascista, está presente nas principais democracias do mundo. Os Estados Unidos tem o modelo de participação da sociedade civil no meio ambiente por meio dos chamados “Habitat Conservation Plannings”. A França, nas políticas urbanas através de contratos de gestão nos chamados “Quartier Difficile”. A Espanha, no meio ambiente através de “juris cidadãos”. A Inglaterra instituiu mini-públicos com participação da sociedade civil para determinar prioridades políticas na área de saúde. As principais democracias do mundo procuram soluções para o problema da baixa capacidade do parlamento de aprovar políticas demandadas pela cidadania. A solução principal é o envolvimento da sociedade civil na determinação de políticas públicas. A justificativa é simples. Ninguém quer acabar com a representação, apenas corrigir as suas distorções temporais em uma sociedade na qual o nível de informação da cidadania aumentou fortemente com a internet e as redes sociais e na qual os cidadãos se posicionam em relação a políticas específicas. Ao introduzir uma participação menos partidária e com menor defesa de interesses privados na política tenta-se reconstituir mais fortemente este laço. Assim, o que o decreto 8243 faz não é mudar o sistema de governo no Brasil por decreto e nem instituir uma república fascista. O que ele faz é aprofundar a democracia da mesma maneira que as principais democracias do mundo o fazem, ao conectar mais fortemente sociedade civil e Estado.
* Vereadora e líder da bancada do PT na Câmara Municipal de Araraquara
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Em solenidade realizada na Câmara de Araraquara na noite desta quarta-feira (21), a Comenda Mérito Farmacêutico foi entregue a Jéferson Luis Yashuda. O evento foi uma comemoração ao Dia Municip...
A Câmara Municipal aprovou, na Sessão Ordinária da última terça-feira (20), a criação do “Dia da Memória e da História da Escola Estadual Bento de Abreu” no Calendário Oficial de Eventos do Municíp...
O “Mês de Prevenção à Diabetes em Adolescentes” foi oficialmente incluído no Calendário de Eventos de Araraquara após votação realizada na primeira Sessão Ordinária realizada na Câmara em 2026. O p...
O asfalto na Avenida Doutor Mário Arantes de Almeida, no trecho entre as ruas Pedro Martini e Armando Salles Oliveira, na Vila Nice, precisa de reparos. O apontamento é feito pelo vereador Marcelin...
Um Requerimento de autoria do vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Michel Kary (PL), solicita à Prefeitura informações sobre o Ginásio da Pista “Guilherme Fragoso Ferrão”. O documento...
A vereadora Filipa Brunelli (PT) apresentou Indicação ao Executivo, solicitando o reforço no patrulhamento da Guarda Civil Municipal (GCM) nas imediações do restaurante Bom Prato, localizado na Ave...

O conteúdo do Portal da Câmara Municipal de Araraquara pode ser traduzido para a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) através da plataforma VLibras.
Clique aqui (ou acesse diretamente no endereço - https://www.vlibras.gov.br/) e utilize a plataforma.