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Como parte da programação da Semana de Prevenção à Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), o vereador e médico pediatra Dr Helder (PTB) proferiu, na tarde desta sexta-feira no plenarinho da Câmara, uma palestra sobre os riscos do consumo de álcool durante a gestação, atitude que pode danificar cérebro, coração, rins e outros órgãos do bebê.
‘’Achei a palestra muito interessante, foi muito abrangente e explicativa sobre o estudo tão recente dessa síndrome. Já ouvi falar que quando a pessoa ingere álcool durante a gravidez, isso afeta a criança, mas eu não sabia que isso poderia afetar a pessoa até a vida adulta’’, disse Lorena Rosa da Silva, assistente administrativa.
Muitos dos participantes já sabiam que o álcool pode causar danos ao bebê, mas não conheciam, especificamente, a SAF, que pode ocasionar ainda deformações faciais, restrição de crescimento, baixo peso e retardo mental, além de problemas de motricidade, aprendizagem, memória, fala, audição, anormalidades comportamentais e defeitos congênitos ao recém-nascido.
"Foi muito gratificante porque, apesar de trabalhar na área da saúde, eu não sabia da Síndrome. Quando estudei, ouvi falar sobre drogas e cigarro, mas não tanto do álcool. Todos sabemos que pode ser um fator de risco na gravidez, mas não que causa uma síndrome específica que pode levar até a má formação. Vou ter um olhar diferente para as crianças que passam pela pediatria’’, ilustrou Ana Paula Frederico, técnica em enfermagem.
A Semana de prevenção à SAF provém da lei 7550, de autoria do médico e vereador Dr. Lapena (PP), que também esteve presente à palestra, segundo ele “um assunto tão relevante e negligenciado”.
Dr Helder enfatizou que não existe nível seguro para o consumo do álcool, abaixo do qual o feto não seja prejudicado. O vereador disse ainda que os dados das pesquisas, mesmo que estrangeiras, devem ser usados no Brasil como fonte de evidência científica para alertar a necessidade de políticas de saúde em relação à prevenção da SAF, e que o diagnóstico tardio leva à demora para o início das terapias que melhoram a qualidade de vida da criança, gerando maior dificuldade no tratamento paliativo.
No início deste mês de outubro foi aprovada uma lei de autoria do Dr. Lapena que obriga estabelecimentos que comercializam qualquer tipo de bebida alcoólica a fixarem placa advertindo sobre as consequências do consumo por mulheres em período de gestação ou amamentação.
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