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O vereador Rafael de Angeli (PSDB) foi convidado por moradores para ver de perto a situação da área verde entre o Jardim Dumont e o Jardim Cruzeiro do Sul. Ao chegar ao local, na sexta-feira (6), foi recebido por um turbilhão de reclamações e de pedidos de soluções.
Percorrendo a reserva, os moradores mostraram grande parte da mata queimada pelo fogo ateado em pneus e que se alastrou. Os citados pneus foram colocados ali para impedir a entrada de veículos. O problema com queimadas, segundo os moradores, é uma constante. “Toda semana colocam fogo aqui e, por conta disso, estamos encontrando muitos bichos em casa, como aranhas enormes e escorpiões. Há alguns dias jogaram gasolina para queimar os pneus. Não podemos mais suportar isso”, afirmou Luciana Oliveira dos Santos, irritada com o que ocorre no bairro. Outro morador, Fábio Soares, também inconformado com os problemas, levou Angeli para ver uma nascente de água cristalina que “não está recebendo a atenção necessária da Diretoria de Gestão Ambiental. E se ninguém fizer nada, em três anos ou menos, isso tudo aqui não vai mais existir”, disse, afirmando que sua intenção é acionar o Ministério Público. Os moradores pedem que sejam construídas calçadas para dar mais proteção às pessoas que levam os filhos para a creche do bairro. Hoje elas têm que andar com as crianças no meio-fio, dividindo espaço com os carros. Como se não bastasse, a área verde está se tornando um depósito de lixo, entulho e até de podas domésticas. “Estou impressionado com o número de problemas em um local cujo objetivo é exatamente o contrário. Aqui deveríamos ter conservação, atenção do Executivo, união dos vizinhos, respeito por parte dos moradores, pois isso é para eles mesmos desfrutarem com suas famílias”, espantou-se o parlamentar, que foi informado que seis vereadores da legislatura anterior visitaram o local e nada de efetivo foi feito. Outro pedido da população diz respeito a uma mata localizada ao lado da reserva. Ali o mato cresceu tanto que alcançou a fiação da rede de energia elétrica da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Aparentemente o peso está danificando os cabos elétricos, e a solução, segundo os moradores, seria fazer um aceiro separando a mata nativa e o posteamento. “Estamos preocupados com o que está acontecendo na cidade no que tange ao meio ambiente. Uma solução seria o retorno da Secretaria do Meio Ambiente. Precisamos deste retorno urgente! Araraquara está necessitando de uma atenção maior no setor. A cidade está abandonada na questão ambiental. Esta é uma das principais bandeiras e necessidades do nosso século, e Araraquara está na contramão da tendência mundial”, encerrou Angeli.
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