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Araraquara tem cerca de 300 crianças que possuem algum tipo de restrição alimentar, só na rede municipal de ensino. Uma demanda crescente que a Secretaria Municipal de Educação procura equalizar dentro das suas possibilidades, segundo suas nutricionistas. Essa foi uma das colocações feitas pelas nutricionistas responsáveis pela merenda e pelo setor de Abastecimento e Alimentação Escolar da cidade em reunião realizada na tarde de quarta-feira (21), na sede da Secretaria, com o vereador Roger Mendes (PP). “É de conhecimento das pessoas que a lei da ‘Semana de Conscientização de Alimentação Saudável’ é de nossa autoria, e acredito que por conta disso, muitos pais têm nos procurado no gabinete para saber se essas crianças com restrições alimentares estão sendo atendidas na rede municipal, e, se sim, de que forma a Secretaria de Educação está oferecendo o serviço”, explica o parlamentar. A gerente de Abastecimento e Alimentação, Márcia Cristina de Alcântara Guimarães, disse que as restrições, que podem ser uma simples intolerância a açúcar, alimento, corante, ou mais muito mais graves, são todas absorvidas pela rede. “O procedimento é simples: os pais devem levar à unidade de ensino um atestado médico informando o tipo de restrição da criança. Já temos um manual de alimentação escolar com o que pode e o que não pode ser consumido e quais os alimentos substituem. E com os atestados em mãos fazemos uma tabela detalhada, assim atendemos caso a caso.” Lembrou das dificuldades, pois o custo desses alimentos especiais é muito alto e a cada período amplia-se a diversidade deles. Hoje são atendidas 85% das restrições, uma vez que nem tudo é possível resolver. Chegam pedidos de leite de soja, leite de arroz, de aveia, de coco, entre outros. Mendes ficou surpreso com a quantidade de crianças que apresentam as restrições. “A nutricionista me informou que 20% dos alunos da rede são atendidos. Sei que ainda precisa melhorar o serviço e vamos envolver outras pessoas nessa discussão.” Márcia se reportou ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que garante, por meio da transferência de recursos financeiros, a alimentação escolar aos alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas e filantrópicas, sendo transferência legal, que independe de convênio. Seu objetivo é atender as necessidades nutricionais dos alunos durante sua permanência em sala de aula, contribuindo para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar dos estudantes, bem como promover a formação de hábitos alimentares saudáveis. A Resolução 26/2013, em seu Art. 2º, parágrafo 1º, diz que “o emprego da alimentação saudável e adequada, compreendendo o uso de alimentos variados, seguros, que respeitem a cultura, as tradições e os hábitos alimentares saudáveis, contribuindo para o crescimento e o desenvolvimento dos alunos e para a melhoria do rendimento escolar, em conformidade com a sua faixa etária e seu estado de saúde, inclusive dos que necessitam de atenção específica”. As nutricionistas colocaram a necessidade de uma integração maior com a Secretaria de Saúde, por isso, Mendes se comprometeu a mediar essa possibilidade. “Sabemos que existe a necessidade de melhorar os serviços, mas dentro da estrutura de trabalho que elas têm é significativo para os alunos. Penso que se pode avançar se houver uma parceria com a Secretaria da Educação, e vou manter contato com a Dra. Eliana Honain para alinhavar um trabalho conjunto, para colocar as duas secretarias em sintonia, o que certamente resultará em benefícios para as crianças”, disse o vereador, que prometeu voltar a falar com as nutricionistas em breve, com um encaminhamento da situação. A nutricionista Alda Jucilene Leonel Carvalho e a gerente da Educação Infantil, Muriane de Assis, também participaram do encontro.
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