800
Araraquara e suas “calçadas jurássicas” se tornaram assunto na grande mídia após a publicação da lei de autoria da vereadora Juliana Damus (Progressistas), que busca a preservação desse importante patrimônio paleontológico, citado em livros científicos nacionais e internacionais. Para que a ideia saísse de fato do papel, a parlamentar se reuniu com especialistas e representantes do Poder Executivo, a fim de definir quais órgãos seriam responsáveis pela efetividade da medida. A regulamentação veio com o Decreto nº 12.095, assinado pelo prefeito Edinho Silva (PT) no dia 7 de outubro.
“Infelizmente, parte significativa desse acervo já foi danificada ou descartada, na maioria das vezes, por falta de conhecimento das pessoas. Agora vamos nos empenhar para que a lei seja realmente cumprida”, frisou Juliana. Apenas um levantamento da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) catalogou cerca de mil pegadas de dinossauros nas calçadas de Araraquara. A maioria delas é de Celurossauro, espécie que tinha o tamanho de uma galinha e que viveu na região há, aproximadamente, 135 milhões de anos.
De acordo com o decreto, proprietários de áreas com calçadas de lajes de arenito da Formação Botucatu que desejem realizar reformas ou remoção no calçamento deverão comunicar o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Paleontológico, Etnográfico, Arquivístico, Bibliográfico, Artístico, Paisagístico, Cultural e Ambiental do Município de Araraquara (Compphara). A avaliação das pedras será providenciada pelo Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara (Mapa) e realizada por profissional capacitado.
Se consideradas relevantes do ponto de vista paleontológico, o museu ficará responsável por todos os procedimentos técnicos e burocráticos necessários para remoção, registro e incorporação das lajes ao acervo público municipal. O documento ressalta ainda que o proprietário não terá direito a qualquer tipo de indenização em caso de retirada pelo município. “Paralelamente a isso, pretendemos desenvolver um trabalho de conscientização junto às escolas para que as crianças entendam a importância da preservação e atuem como multiplicadores dentro de suas famílias. Sem contar o potencial turístico que pode ser explorado por meio do museu a céu aberto e de tantas calçadas jurássicas que a cidade possui”, concluiu Juliana.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
A 67ª Sessão Ordinária da Câmara de Araraquara, nesta terça-feira (16), teve o adiamento da votação de três propostas que estavam previstas na pauta. Os vereadores optaram por analisar posteriormen...
Os novos membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (Cipaa) da Câmara Municipal de Araraquara tomaram posse na tarde desta terça-feira (16), na Presidência da Casa de Leis....
A Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, promove a Semana da Diversidade LGBTQIA+ 2026, com uma programação gratuita voltada ao fortalecimento d...
A reabertura da agenda do Teatro Municipal de Araraquara – Prefeito Clodoaldo Medina será, a partir de segunda-feira (22). Artistas, grupos, coletivos e associações interessados em utilizar o espaç...
O Espaço Kaparaó está com inscrições abertas para dois cursos gratuitos de qualificação profissional na área têxtil, oferecidos pela Prefeitura de Araraquara em parceria com o Senai. As oportunidad...
Em Indicação encaminhada recentemente à Prefeitura, o vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Michel Kary (PL), pede a criação de uma aba ou botão de fácil acesso direcionando os cidadãos ao...

O conteúdo do Portal da Câmara Municipal de Araraquara pode ser traduzido para a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) através da plataforma VLibras.
Clique aqui (ou acesse diretamente no endereço - https://www.vlibras.gov.br/) e utilize a plataforma.